terça-feira, 1 de maio de 2012

Os 13 guerreiros.

Em pé: Árisson, Lynkoln, Breno, Víctor, Henrique, Andinho e Caio.
Agachados: Gabriel, Wagner, Jandson, Leonan, Wallace e Evaldo.

Pela primeira vez nas 37 edições da Copa A Gazetinha o PROJAE se fez representar nas Finais-Gerais desta que é a competição mais importante de todo o Espírito Santo. E os representantes que vestiam uma armadura laranja marcaram presença no distrito de São Paulo do Aracê, município de Domingos Martins, região serrana do Estado. Mas como assim armadura laranja? Não seria uniforme laranja? Bom, em condições normais seria sim, mas não nesse caso. O grupo 98/99 do PROJAE foi composto por 13 lutadores incansáveis que deram um show de garra, determinação, união e simpatia. Veja o porquê:

1ª BATALHA: Santa Maria X PROJAE.
Entramos em campo bem, apesar do nervosismo da estreia. O nervosismo pesou contra e, com 10 minutos o adversário já tinha 2 gols a seu favor no marcador. Derrota certa? Poderia até ser, se não se tratasse desse grupo. Corremos atrás do empate e viramos ainda no primeiro tempo para 4 X 2. O adversário sem saber muito o que estava acontecendo tentou, tentou e diminuiu para 4 X 3 e, quando todos já esperavam o empate, pois cometemos um penalti, brilhou a estrela de nosso goleiro que defendeu a cobrança que todos já davam como convertida. Perto do Final, marcamos o 5° gol e sofremos o quarto quando, minutos antes do término da partida Árisson novamente apareceu realizando uma defesa incrível e garantindo a vitória.

2ª BATALHA: PROJAE X Atlético de São Mateus.
Foi um jogão. Ambas as equipes buscaram a vitória o tempo todo. Tivemos um gol anulado por que, segundo o bandeira, Breno, autor do tento, estaria impedido. E estava? Dizem que sim e dizem que não.  Então, considerando que o auxiliar tem frações de segundo para decidir, melhor acreditar na correção da marcação para não corrermos o risco de sermos injustos ou sofrermos sem necessidade. Continuando, sabe o final da partida, quando todos já estavam satisfeitos e davam o empate como líquido e certo? Foi nesse momento que cometemos um penalti que foi cobrado com perfeição pelo atleticano de São Mateus. Perdemos, pois, por 1 x 0 para uma equipe de extrema qualidade, séria candidata ao título.

3ª BATALHA: Nova Venécia X PROJAE.
Precisávamos apenas do empate. Mas, novamente, falhamos muito no início da partida e, novamente como se fosse um replay do primeiro jogo, estávamos perdendo por 2 x 0 logo aos 10 minutos. Já no fim do primeiro tempo éramos superiores ao adversário, que batia sem dó, parando o jogo e catimbando o tempo todo. No intervalo, uma conversa e uma injeção de ânimo possibilitaram ao grupo reconhecer suas virtudes e aí sim começou a batalha. Gabriel, o zagueiro artilheiro, diminuiu. 2 X 1 Nova Venécia. Na saída de bola, num blecaute repentino da equipe o adversário aumentou para 3 X 1 jogando um balde de água fria em nossas pretensões (o empate). Ah! Que banho de água fria que nada. De frio bastava o clima que a noite nos lembrava uma geladeira - e das boas! Então, voltando ao início desse post, nosso grupo não vestia uniforme laranja, mas sim armadura laranja, simplesmente porque não se tratavam de meros garotos jogando bola, mas sim de atletas lutadores, guerreiros obstinados. E justamente por isso, pressionamos o adversário por diversos minutos e numa sucessão de faltas e escanteios empatamos a partida aos 27 do segundo tempo (o tempo normal acabaria com 25), o que evidencia que o empate se deu nos acréscimos. Um dos dois gols que nos deram o empate, marcados por Henrique, foi um golaço como há muito não se via em jogos de garotos: um bate-pronto de chapa no contrapé do goleiro. Contudo, no apagar das luzes, após 3 minutos e 52 segundos de acréscimo, perdemos o jogo numa cobrança de falta infelizmente desviada pelo zagueiro de Nova Venécia, desvio esse que nos causou a derrota e nos tomou a vaga para as oitavas-de-final da competição.
No balanço geral o saldo é extremamente positivo. É evidente que gostaríamos de ter ido mais longe. Principalmente porque merecíamos, mas a garra e a alegria com as quais atuamos nos encheu de orgulho. 
Gostaríamos de registrar nossos agradecimentos ao amigo Bartô, do Atlético de São Mateus. Adversários sim, inimigos nunca! Nosso muito obrigado, também, à comunidade de São Paulo do Aracê, que nos recebeu muitíssimo bem, em especial à equipe que trabalhou na concentração (cozinheiras e demais funcionários) exemplarmente comandada pela pessoa de Alex, que nos atendeu com presteza e cordialidade desde antes de nossa chegada, quando de nossos contatos telefônicos.
E obrigado, também, aos 13 guerreiros que vestiram a armadura laranja do PROJAE, nos enchendo de orgulho e felicidade, mais uma prova de que as conquistas ocorrem também fora de campo.
Valeu moçada!!!

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